LINHAS

Linhas faz parte da minha nova série fotográfica chamada CAMINHOS.

Existem muitos caminhos e nós podemos escolher quais queremos ou devemos seguir. Quais são os caminhos das linhas? Aonde as linhas no levam? Quem cria essas linhas e quem cria os caminhos?

Acredito que nós mesmos criamos nosso próprio caminho, independente pra onde a gente ande ou queira andar, tudo o que fazemos com a nossa vida são escolhas concientes e muitas delas até inconscientes dos caminhos que estamos e vamos trilhar. Existem caminhos já trilhados e por muitas vezes caminhar por esses mesmos caminhos é de maior garantia para chegar “bem" no final. Ninguém chega bem em lugar nenhum, mas trilhar o mesmo caminho de alguém é garantia de chegada, para alguns. Somos nós que escolhemos o caminho que vamos trilhar e nessa mesma intensidade de escolha, somos nós que podemos criar caminhos que muitos nem conhecem. Temos o poder de criar e nossas próprias linhas e surfar por elas. Temos o poder de imaginar as linhas de uma perspetiva diferente do mundo atual e claro, completamente diferente de quem já tentou enxergar o mesma caminho que nós estamos imaginando hoje. Será que todo caminho leva sempre pro mesmo lugar? Será que todo caminho já existe ou eu posso ter uma perspetiva única sobre a linha que desejo surfar?

Talvez as sombras revelem novas linhas, mas tudo é uma questão de perspetiva.

O CAMINHO DAS LINHAS by RICARDO FRANZEN
Fotos feitas com Nikon Coolpix S550

movimento - 400TX

Antes mesmo de colocar esse filme na câmera, eu sabia que gostaria de fotografar a Pri na minha ponte preferida, assim como também sabia que queria que todas as fotos carregassem bastante movimento. Afinal, estamos vivendo um momento “conturbado" desde que nos mudamos para o Canadá e na mesma intensidade que é conturbado, não é. Completamente complexo explicar o que sentimentos e o que estamos passando. O sentimento é bom, sonho realizado, vida nova… Mas o processo a qual estamos vivendo no dia é dia, é tenso, complexo e difícil. Quiz tentar expressar isso em algumas fotos e o que mais está presente na minha mente quando eu penso no que estoamos vivendo é movimento.

Movimento, não por estarmos com pressa… Mas por nada mais estar no lugar.

Talvez as coisas se ajeitem com o tempo.

Talvez seja apenas uma fase ou a grande transição de nossas vidas… Ainda não sabemos e eu não estou com pressa pra descobrir o que está acontecendo. Estamos vivendo e desfrutando de cada segundo, inclusive dos segundos onde tudo é complexo.

preto e branco em dia de sol - 400TX

Dia lindo para clicar um filme em preto e branco, mais lindo ainda por ser no meu lugar favorito dessa nova cidade a qual estou vivendo. Eu amo a fotografia em preto e branco e já comentei algumas vezes, mas é sempre bom relembrar… Se eu pudesse, espero poder em breve, eu só fotografaria em preto e branco. Tudo, absolutamente tudo em preto e branco. Acredito que isso acontecerá em breve, assim espero.

Possivelmente essa seja minha foto preferida de 2025, até o momento. Ainda estamos em Fevereiro, eu sei, mas essa fotografia SLOW/MAXIMUM, diz muito sobre o que eu estou vivendo, talvez até mesmo sobre o que eu quero viver, sobre meus desejos, sobre minha vida, sobre o hoje, o agora e também sobre o futuro.

Largar uma carreira a qual eu levei 10 anos para construir não foi nada fácil, não tem sido nada fácil. Uma carreira a qual eu mesmo não desejava quando comecei… Mas o trabalho te engole, te suga e você não vale nada se não aquilo a qual é útil. Seus sonhos e desejos não são importantes, pois o que importa é o quanto você vale em cima do que você faz.

Única forma de perceber que o caminho a qual estamos percorrendo mudou e nós nem percebemos é talvez parando, olhando pra trás e refletindo sobre esse caminho que trilhamos. Muitos de nós esquecemos o pq começamos, pois existem oportunidades sedutoras no caminho e é claro que nós a aceitamos. Oportunidade e ideias que nos tornam ainda mais “valiosos” no mercado.

Eu estava na velocidade máxima, não conseguiria parar tão cedo e possivelmente bateria nos próximos quilômetros. Correndo para uma direção, mas sem entender ou lembrar o pq comecei a correr e qual era a rota do início, pois mudei a mesma inúmeras vezes para que tudo desse certo.

Nunca havia pensado em parar ou diminuir, afinal “tava tudo certo” mesmo estando tudo errado. Mas também nunca pensei que o máximo me traria até esse momento de tentar entender a vida que eu mesmo criei.

Além das fotos em alta e do texto, você consegue ver essas fotos e um pouco de como eu estava clicando nesse vídeo.

voltando a essência do Vlog

Cada dia que passa eu tenho focado mais e mais em produzir um vlog com aspecto cinematográfico. Gravar um vlog, como um vlog qualquer é muito mais fácil, afinal não me faz ter que pensar no storytelling e nem em todas as transições necessárias para que eu possa contar a história que fomos patinar em um domingo mega frio. Mas eu não vejo sentido nenhum em não produzir algo de tamanha qualidade como estou produzindo nos dias atuais.

Durante 600 vlogs eu contei partes da minha história e sempre gostei muito do que estava gravando, mas desde o vlog 601 decidi focar em não só gravar por gravar, ou gravar por simplesmente amar gravar e querer contar a história da minha vida pra mim mesmo, pra minha família e para todos que assistem, mas decidi entrar numa linha mais bem produzida, mais bem pensada e com uma história melhor contada.

Quem vai perceber isso? Não sei, talvez o publico que assiste não perceba, ou talvez perceba também. Realmente não sei. O que eu sei é que eu estou parando de produzir vídeos, vlogs e fotos para o algoritmo dar certo e me "entregar mais”. Estou na busca incansável de produzir fotos e filmes sobre tudo aquilo que me inspira e que claro, vão inspirar outras pessoas através do que esses filmes e fotos são e não apenas do que um algoritmo pode entregar ou do que dicas e técnicas da internet podem me dizer para fazer para chamar mais a atenção do público.

Quando eu comecei, em 2015, eu pensava da mesma forma que estou pensando agora, mas com o tempo fui me moldando a produzir somente o que dava certo na internet. Fazia as fotos que davam certo, gravava os vídeos que davam mais views. Hoje, certo do que estou fazendo, volto a essência do que os meus vlogs eram e do motivo real deles existirem. Eles existem pra mim, primeiramente pra mim e para a minha família e depois pra quem quiser assistir e não o contrário.

Abaixo alguns frames do último vlog já com esse foco. (:

Assista ao vlog.

queimando três rolos de Kodak Gold 200

Um filme clássico em 3 perspectivas completamente diferentes. Encontrei uma câmera praticamente nova na venda de usados e mesmo não conseguindo testar na hora, eu comprei a câmera na fé. A compra desses 3 filmes foi justamente pra testa-la e validar se minha compra foi uma boa compra ou não.

O primeiro filme eu fiz 100% dentro de casa.
A ideia foi retratar nosso cotidiano como ele realmente é.

O segundo filme a gente clicou inteiro nas pistas de skate.

Terceiro e último filme eu pensei em fotografar detalhes.

Nada de muito especial, apenas registros caseiros e eu amo esses registros. (:

EU AMO POSTO DE COMBUSTÍVEL

Estava dirigindo pra casa, depois de um dia lindo ao lado da minha esposa e então vi esse posto de gasolina com o caminhão da Coca-Cola estacionado nele. Eu imediatamente parei, pq precisava fotografar essa obra. Tem uma quantidade enorme de informações e eu amei cada uma delas. Nunca prestei tanta atenção em posto de combustível como eu estou prestando agora. O melhor de tudo é que eles são completamente diferentes, principalmente se você for fotografa-los em horários diferentes.

ESTOU 100% OBCECADO EM FOTOGRAFAR POSTO DE GASOLINA, ta maluco.

Estávamos em viagem e esse posto “apareceu” no meio do nada. Foi incrível.

faça AUTORRETRATO e não selfie

Existe um poder diferente de quando você faz uma simples selfie sua e de quando você se fotografa, sozinho. Câmera no tripé e você criando o seu personagem. Na mesma intensidade existe uma diferença gigantesca em ser fotografo por outra pessoa.

No primeiro exemplo abaixo eu fotografei meu filho e ele me fotografou. Minha ideia era criar essas fotos sujas mesmo, para trocar minha foto de perfil do canal. Fiz uma fotos dele pra ele entender mais ou menos como eu queria e então ele fez fotos minhas. Criamos juntos ele mandou bem nas fotos. Eu estava no controle de tudo, dirigindo ele e mostrando os exemplo e então tivemos resultados bem legais.

Após criar essas fotos, criei o desafio de AUTORRETRATO e cara, como é difícil você se ver e tentar se entender, tentar criar uma forma a qual como você queira aparecer, queira ser… É difícil até ser você mesmo. Mesmo difícil e gastando quase 1 hora para reproduzir essas fotos da forma como eu desejava ou pensava, fiz as fotos que mais traduzem o que estou vivendo e sentindo hoje.

É difícil e sempre da vergonha pra caralho.

Vídeo sobre esses AUTORRETRATOS e minha conversa comigo mesmo.

encontrando novos lugares

Desde que nos mudamos para Calgary aqui no Canadá, estamos na busca por lugares que sejam nossos lugares preferidos. Fazemos isso com total intensão de encontrar esse lugares e ao mesmo tempo, ficamos sempre abertos a entender que qualquer lugar pode ser um bom lugar, se esse lugar fizer sentido para nós.

Nos primeiros dias a gente começou a pesquisar por cafés e encontramos alguns bons pela cidade, até encontrarmos o Rosso. Já falei sobre ele aqui e sim, esse é nosso café preferido da cidade, além de ter um ambiente sensacional. De tanto que a gente vai lá, os baristas já sabem até nosso nome e sempre perguntam das crianças quando elas não estão conosco.

Café é um local que nos trás segurança e nós amamos o Rosso.

Pertinho do Rosso a gente tem uma vista linda para cidade. É 100% clichê, mas nós amamos.

E claro, eu amo os becos dessa cidade. Uma das coisas que me faz querer fazer mais a fotografia de rua acontecer. Os becos de Calgary são iguais os becos que sempre vejo nos filmes e isso me inspira muito.

Nenhum lugar é mais importante que o nosso próprio lugar, nossa própria casa e escritório…

Fiz um vídeo sobre esse assunto durante o desafio fotográfico que rolou em Novembro.

arte em todos os lugares

A luz faz tudo e eu amo conseguir enxergar a luz nas coisas mais simples e “toscas” da vida. Olhar para uma cesta de basquete e conseguir ver arte ela, conseguir ver a luz dela. A arte está em todos os lugares e nós só precisamos querer enxergar.

Essas fotos vão virar quadros em breve. (:

"CYBERSHOT"

Comprei uma câmera de 2008 para ser minha câmera do dia a dia e olha no que deu.

Nada melhor do uma câmera pequena pra você fotografar tudo e todo mundo.

O mais legal é que ninguém ta prestando atenção em você, muito menos em uma câmera dessas.

Como sempre, tem vídeo sobre tudo.

A AURORA BOREAL MAIS LINDA DA VIDA

Desde que eu cheguei no Canadá, me falam que aqui tem bastante Aurora Boreal e que estamos entrando em um momento com as Auroras mais fortes que já existiram. Okay, eu achei legal, mas como nnca tinha visto na vida e sempre achei sensacional, fiquei com aquela dúvida: “Será que é tudo isso mesmo.”

Baixei um aplicativo que manda alertas sobre Aurora e sua potência e nas primeiras vezes eu fiquei acordado, não consegui muita coisa boa. Até fui um pouco mais longe, onde não tinha muita luz da cidade, mas a visibilidade ainda estava bem baixa. Dava pra ver um pouquinho, mas nada demais. Enfim, chegou o grande dia.

Na noite de 07 de Outubro de 2024, acontece uma das maiores e mais fortes Auroras do mundo e eu estava lá, bem feliz, bem alegre, bem louco e muito acordado para fotografar a Aurora Boreal durante toda a noite. Eu queria caçar os lugares mais escuros da cidade para que não existisse nenhuma luz que me atrapalhasse de ver a fotografar a Aurora Boreal.

Foi uma das experiências mais absurdas que eu já vive em toda minha vida. Melhor que isso, só ser pais de duas crianças mesmo. Sério, É INDESCRITÍVEL. Todas as pessoas que existem, precisam passar por isso pelo menos uma vez na vida, é surreal.

Coloque como uma meta da sua vida: Ver Aurora Boreal a olho nu.

Ela começou "fraquinha” e mesmo nessa baixa intensidade eu já estava muito feliz com o resultado e mal tinha ideia do que iria acontecer e do quão forte ela poderia ficar naquela mesma noite.

Eu estava no meio do mato fazendo essas fotos. A alegria era tanta ao apreciar a Aurora que nem me dei conta que poderia ser perigoso ou não… Foi então que ouvi um barulho vindo em minha direção. Um barulho como se fosse alguma coisa, alguém ou algo, vindo rastejando até a mim. Eu não pensei duas vezes… Juntei o tripé e me joguei pra dentro do carro. Óbvio que não desisti de caça-la, mas eu precisa encontrar um novo local e olha no que deu. CARACAAAAAAAA. Sai na hora certa do primeiro local. Obrigado bicho que me assuntou e quase me fez cagar nas calças.

Ter saído do local aonde eu estava há mais de 40 minutos, foi a melhor decisão.

Se eu não fizesse essas fotos, seria muito difícil explicar a magnitude de tudo o que eu vi.

Sabe o mais louco disso tudo? A maioria das Auroras você não consegue ver tanto tanto a olho nu. Você precisa fazer uma fotografia em baixa exposição para que a luz da Aurora seja revelada. Nesse dia tava tão forte, que tudo o que vocês estão vendo nas fotografias, dava para ser visto a olho nu. Simplesmente FANTÁSTICO.

É incrível como as luzes se movimentam rápido. Quando você faz um clique e tenta fazer outro em seguida, tudo está “fora do lugar”. Cada clique é uma pintura, uma descoberta e isso é FABULOSO.

Fiquei um total de 2 horas “caçando” a Aurora Boreal e então voltei pra casa, acordei a Pri para que ela pudesse ver essas luzes incríveis junto comigo. Ela acordou e a gente sentou na varanda em frente a nossa casa e essa era a visão.

Da varanda da minha casa, eu fiz uma foto incrível do céu cheio de luzes de uma tempestade solar e sim, essa se tornou minha fotografia preferida desta noite mágica. Repito: Coloque na sua lista ver a Aurora Boreal, pelo menos uma vez na vida. Vale e muito!

a vida pode ser um Filme

Nada mais gostoso do que amar a própria vida e querer vive-la como única possível. Muitos enxergar isso como um sacrifício. Talvez por nunca entenderem que a vida que a vale a pena ser vivida é a vida que você decide viver para esse propósito. Uma vida que vale a pena ser vivida, é uma vida que vale a pena ser documentado, é uma vida a qual você não vai perder tempo tentando viver outra coisa, outro sonho, outra possibilidade… Afinal, você mesmo criou a melhor possibilidade de viver e você está vivendo.

Registre tudo.

A VIDA CABE NUMA MOCHILA

Fazem 11 anos que escutei essa frase e desde então tive medo de colocar a mesma em prática. Na teoria é lindo e ao mesmo tempo uma merda, afinal, não cabe né. Ou cabe?

Mas então deixei o medo de lado e depois de uma briga boa com a esposa, teve até raios e trovões no céu, vendemos tudo o que tinha na nossa casa. Priscila comprou uma passagem só de ida e foi embora pro Canadá. Fiquei sozinho no Brasil idealizando uma eurotrip. Comprei 13 passagens, sem volta para o Brasil, e com uma mochila nas costas e uma pochete, fui, com medo mesmo, experimentar o mundo, visitar grandes amigos, conhecer pessoas, culturas e lugares.

No começo da viagem eu tinha dinheiro, no final eu estava dormindo nos aeroportos e tudo por escolha própria, eu escolhi esse caos. E posso dizer: FOI FODA PRA CARALHO.

Nos vlogs deu pra sentir um pouco, nas fotos vocês viram minha visão sobre tudo, mas o que passa aqui dentro só eu entendi e isso só você vivendo a sua trip para entender também.

Pensei que a vida seria legal sozinha e foi, mas foi muito melhor quando eu podia compartilhar aquele momento com meus amigos. Serei eternamente grato à todos que me receberam, me deram comida, lugar pra dormir, roupa e muito amor.

Foram 30 dias rodando a Europa. Foram 30 dias chorando antes de dormir. Foram 30 dias percebendo que eu deveria ter feito isso antes. Foram 30 dias sorrindo por estar vivendo isso, mesmo tarde, mas por estar vivendo cada segundo dessa trip bizarra nessa etapa da minha vida. (:

Palavras mudam vidas de pessoas, a minha foi e é mudada constantemente. Não espere estar arrependido, velho e sem esperança nenhuma, para crer na palavra e se lançar no que você nasceu pra viver. Vai com medo mesmo e seja o que Deus quiser.

E sim, a vida cabe numa mochila. Levei apenas o suficiente: Muitos equipamentos, HDs, câmeras, v-mount, 6 baterias, MacBook, 7 camisetas, 2 calças, 2 bermudas, 6 cuecas e 5 meias. Muita coisa eu dei e outras tive que jogar foram no meio do caminho, pois ficaram podres ou deixaram de ser suficientes. Comprei outras e fui socando na mochila, coube tudo e mais um pouco. Enfim…

O que você viveu, ninguém rouba.
O que você vai viver hoje?

eu quero morar em Amsterdam

Fomos para Amsterdam a convite da empresa VITALIZEM, para fotografar uma feira sobre agricultura e cara, que cidade perfeita, impressionante, maravilhosa, incrível… a qual eu quero viver na mesma para sempre. hahahaha

Yuri e eu conhecemos uma Amsterdam que eu nunca tinha visto antes, uma Amsterdam de verdade, dos locais, tanto que até conseguimos fotografar algumas pessoas lá. Fizemos amigos, caminhamos muito e claro, fotografamos muito.

No final dessas fotos, tem a sequência dos muitos vídeos que fizemos em Amsterdam.
TA LINDO DEMAIS.

O melhor de Amsterdam, agora em vídeo:

o dia em que eu aprendi a fotografar

não que eu tenha feito as melhores fotografias do mundo, longe disso.
Mas nesse dia a minha fotografia mudou por completo pois eu voltei alguns anos e lembrei do motivo pelo qual eu comecei a fotografar, de como era fotografar… Nesse dia, eu lembrei que a fotografia não é só apertar um botão, afinal… Fica tudo tão fácil e “automático” depois de algum tempo que eu simplesmente estava apenas fotografando ao invés de pensar. Esse foi o dia em que eu aprendi a fotografar novamente. E pra não passar esse dia sozinho, eu convidei meu grande amigo Luiz para que juntos pudesses experimentar dessa maravilhosa que é fotografar com a Hasselblad 550C/M, a câmera que foi “aprovada” pela NASA para fotografar a lua.

O primeiro experimento foi com um filme Ektacolor de ISO 200, porém vencido em 1991.

Mesmo com um filme vencido em 91, eu esperava um resultado melhor. hahaha
Não foi nada do que eu imaginava e é óbvio que não é pelo resultado que minha fotografia mudou e eu aprendi de fato a fotografar, mas sim pela experiência de fazer essas fotos acontecerem. Ainda bem que tenho tudo registrado em vídeo para que vocês entendam de uma forma ainda melhor.

 

A câmera do meu pai ainda funciona

A história dessa câmera é sensacional. Tenho já alguns vídeos no canal falando sobre ela e em breve farei alguns comparativos com uma câmera amadora de 2004 v.s. câmera de cinema da atualidade. hehe (:

Mas voltando a história… Essa câmera era do meu falecido pai. Ele comprou a mesma em 2004 e durante 4 anos consecutivos sustentou a família toda fazendo fotos para o Jornal que ele tinha e claro, para os sites que ele tinha. A câmera é literalmente uma imitação barata da tekpix, que na época bombava. Recentemente consegui um leitor de cartão para essa câmera, assim consigo gravar e fazer algumas fotos com a mesma para ter um look completamente diferentes nos meus projetos e trabalhos e claro, para que vocês possam ver a grande qualidade que existia há 20 anos atrás.

Lembro que meu pai comprou essa câmera por um único motivo: Ele precisava de fotos prontas mais rápidas e não podia ficar gastando um filme completo de 36 poses para ter então a foto que iria para o jornal ou para os sites. A ideia da câmera veio justamente para solucionar esse problema que a fotografia analógica tinha, além de demorar para torrar as 36 poses do filme, era caro revelar e sempre estar comprando novos filmes. Uma câmera que nem imaginava o quanto iria trabalhar na mão de Edson Franzen, meu pai... Agora vai trabalhar na minha também. hehe (:

Abaixo algumas fotos que fiz no último rolê que dei com essa câmera pelo centro de Curitiba e o mais legal de tudo isso é: Nem tudo é antigo de fato, algumas tecnologias que não mostram a verdade. Afinal, vendo essas fotos, parece que estamos nos 90, mas na real estamos em 2024. O centro não evoluiu muito mesmo.