Curitiba em preto e branco

Eu gosto de enxergar a fotografia de rua como a minha conexão com o mundo real. 

Nos dias atuais, estamos muito mal acostumados em “enxergar o mundo” através de uma tela, a ponto de não prestarmos mais atenção no mundo real. Vamos caminhar e nos locomover, mas não prestamos atenção no caminho, nas placas e em mais nada ao nosso redor. 

Eu gosto de ir pra rua fotografar para me conectar comigo mesmo e claro com quem eu talvez deseje ser, mas além da minha auto-conexão, eu quero observar as coisas e principalmente as pessoas e tentar da melhor ou pior forma possível, me conectar com elas. E você só consegue se conectar com o mundo e com você mesmo, se começar a observar as pessoas, as coisas e tudo ao seu redor. Acredito que todo bom fotógrafo deve ser antes de tudo um grande observador. 

É prestando atenção nas coisas, nos movimentos, nas pessoas, no tempo, nas sombras e em todos os detalhes que se faz uma fotografia de verdade. Observar tudo me faz um melhor fotógrafo e também uma pessoa melhor. A fotografia de rua é uma gigantesca escola sobre o viver, além de ser a melhor escola para fotografia.

Pra prestar mais atenção nas pessoas e em todos os detalhes que estarão à minha disposição, sempre que vou pra rua, gosto de fotografar quase tudo em preto e branco. Assim eu não preciso prestar atenção nas inúmeras cores que um dia tem, mas começo a prestar mais atenção nos inúmeros detalhes que a vida me proporciona enxergar. Fotografar em preto e branco não é só tirar as cores da jogada, mas prestar atenção no que realmente importa. Quando eu quero prestar atenção nas cores, as fotos serão coloridas, mas eu sempre quero prestar atenção nos detalhes e no que esses detalhes podem estar falando comigo e com quem verá minhas fotografias.

Eu amo as fotos coloridas dos táxis e ônibus de Curitiba, afinal são um clássico da nossa cidade. Mas quando eu desejo observar as pessoas e aprender mais sobre fotografia, eu gosto de ver e fotografar tudo em preto e branco. Assim eu consigo ver melhor as sombras, as expressões e claro, os detalhes.  Preto e branco fala por si só e nos faz pensar muito mais sobre uma fotografia.

Abaixo um pequena seleção de algumas fotos que fiz em Curitiba antes de sair do Brasil.

Em breve vai rolar um projeto em Curitiba.
Aguardem. (:

o dia em que eu aprendi a fotografar

não que eu tenha feito as melhores fotografias do mundo, longe disso.
Mas nesse dia a minha fotografia mudou por completo pois eu voltei alguns anos e lembrei do motivo pelo qual eu comecei a fotografar, de como era fotografar… Nesse dia, eu lembrei que a fotografia não é só apertar um botão, afinal… Fica tudo tão fácil e “automático” depois de algum tempo que eu simplesmente estava apenas fotografando ao invés de pensar. Esse foi o dia em que eu aprendi a fotografar novamente. E pra não passar esse dia sozinho, eu convidei meu grande amigo Luiz para que juntos pudesses experimentar dessa maravilhosa que é fotografar com a Hasselblad 550C/M, a câmera que foi “aprovada” pela NASA para fotografar a lua.

O primeiro experimento foi com um filme Ektacolor de ISO 200, porém vencido em 1991.

Mesmo com um filme vencido em 91, eu esperava um resultado melhor. hahaha
Não foi nada do que eu imaginava e é óbvio que não é pelo resultado que minha fotografia mudou e eu aprendi de fato a fotografar, mas sim pela experiência de fazer essas fotos acontecerem. Ainda bem que tenho tudo registrado em vídeo para que vocês entendam de uma forma ainda melhor.

 

nem sempre faremos boas fotos

A expectativa é sempre alta quando vamos sair para fotografar, mas a verdade é que nem sempre conseguimos suprir nossas próprias expectativas. Por essas e outras, sempre crio um tema na hora de sair fotografar. Isso me ajuda a saber o que olhar, porém, nem sempre da certo, nem sempre siga a risca essa linha e o que ela pode me entregar… Quanto mais pra rua a gente vai, melhor a gente fica, mas nem sempre faremos boas fotos. Mas sim, sempre voltaremos melhores do que saímos. (:

 

A câmera do meu pai ainda funciona

A história dessa câmera é sensacional. Tenho já alguns vídeos no canal falando sobre ela e em breve farei alguns comparativos com uma câmera amadora de 2004 v.s. câmera de cinema da atualidade. hehe (:

Mas voltando a história… Essa câmera era do meu falecido pai. Ele comprou a mesma em 2004 e durante 4 anos consecutivos sustentou a família toda fazendo fotos para o Jornal que ele tinha e claro, para os sites que ele tinha. A câmera é literalmente uma imitação barata da tekpix, que na época bombava. Recentemente consegui um leitor de cartão para essa câmera, assim consigo gravar e fazer algumas fotos com a mesma para ter um look completamente diferentes nos meus projetos e trabalhos e claro, para que vocês possam ver a grande qualidade que existia há 20 anos atrás.

Lembro que meu pai comprou essa câmera por um único motivo: Ele precisava de fotos prontas mais rápidas e não podia ficar gastando um filme completo de 36 poses para ter então a foto que iria para o jornal ou para os sites. A ideia da câmera veio justamente para solucionar esse problema que a fotografia analógica tinha, além de demorar para torrar as 36 poses do filme, era caro revelar e sempre estar comprando novos filmes. Uma câmera que nem imaginava o quanto iria trabalhar na mão de Edson Franzen, meu pai... Agora vai trabalhar na minha também. hehe (:

Abaixo algumas fotos que fiz no último rolê que dei com essa câmera pelo centro de Curitiba e o mais legal de tudo isso é: Nem tudo é antigo de fato, algumas tecnologias que não mostram a verdade. Afinal, vendo essas fotos, parece que estamos nos 90, mas na real estamos em 2024. O centro não evoluiu muito mesmo.